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Ágata Martins Advocacia
Por Dra. Ágata Martins· OAB/RJ 235.739 · IBDFAM

Multiparentalidade · OAB/RJ 235.739

Quando o afeto também é parentesco.

Quem cria também pode constar no registro — sem apagar ninguém.

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Contexto

O direito reconheceu o que as famílias já viviam

Durante muito tempo, o registro civil só admitia um pai e uma mãe. Mas famílias reais nem sempre cabem nesse desenho: padrastos e madrastas que criaram, avós que exerceram o papel de pais, vínculos de afeto tão sólidos quanto os biológicos.

Em 2016, ao julgar o Tema 622 de repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal reconheceu que a paternidade socioafetiva não exclui a biológica — as duas podem coexistir, com todos os efeitos jurídicos. É o que se chama de multiparentalidade.

Desde o Provimento 63/2017 do CNJ, o reconhecimento socioafetivo também pode ser feito diretamente em cartório em várias situações, sem necessidade de processo judicial. Meu trabalho é avaliar qual caminho o caso comporta e conduzi-lo.

Sobre

Quem vai conduzir o seu processo

Advogada Ágata Martins, especialista em Direito de Família, OAB/RJ 235.739
“Cada processo carrega uma história — meu trabalho é conduzi-la com técnica, clareza e cuidado.”

Sou advogada de família com atuação dedicada ao Direito de Família e das Sucessões. Atendo clientes em todo o Brasil e brasileiros que vivem fora do país.

Cada situação familiar tem sua própria complexidade — patrimonial, emocional ou de convivência. Meu papel é entender o contexto de cada cliente e indicar o caminho mais adequado, sempre priorizando clareza e segurança jurídica.

Por isso priorizo soluções consensuais e extrajudiciais sempre que possível. Atuo como mediadora e facilitadora — para que o acordo seja claro, justo e legalmente seguro para todas as partes envolvidas.

OAB/RJ 235.739

Inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil

Formação e associações

  • Pós-graduada em Direito de Família e Processo Civil
  • Membro do IBDFAM — Instituto Brasileiro de Direito de Família
  • Especialização em Mediação de Conflitos
+5

anos de atuação dedicada

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acordos construídos

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famílias atendidas

+10 países

clientes atendidos no exterior

Por que formalizar o vínculo socioafetivo

Reconhecer quem criou, sem apagar quem gerou

Dois pais ou duas mães no registro

A multiparentalidade permite que o vínculo socioafetivo conste na certidão junto com o biológico, sem que um exclua o outro — reconhecida pelo STF no Tema 622.

Reconhecimento em cartório, quando cabível

O Provimento 63/2017 do CNJ abriu a via extrajudicial para o reconhecimento socioafetivo em diversas situações, evitando um processo judicial.

Efeitos plenos de filiação

O vínculo reconhecido produz todos os efeitos: sobrenome, alimentos, parentesco com a nova família e direitos sucessórios em igualdade com os demais filhos.

100% online ou presencial

Reuniões e orientação por videochamada, de qualquer lugar do Brasil — ou presencialmente, no Rio de Janeiro.

Próximo passo

O primeiro passo é entender a história dessa família

Conte quem exerce o papel de pai ou mãe na prática, há quanto tempo, e qual é a situação do registro hoje. A partir disso, oriento se cabe a via de cartório ou a judicial.

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Veja também: investigação e reconhecimento de paternidade · adoção

Dúvidas Frequentes

Perguntas que recebo com frequência

Respostas diretas para as principais dúvidas sobre multiparentalidade e paternidade socioafetiva.

O que é multiparentalidade?

É o reconhecimento simultâneo de mais de um vínculo de filiação — normalmente o biológico e o socioafetivo — com todos os efeitos jurídicos para ambos. Na prática, significa que a certidão de nascimento pode registrar, por exemplo, duas figuras paternas, sem que uma anule a outra.

O que é paternidade socioafetiva?

É o vínculo construído pela convivência e pelo cuidado, independentemente de laço biológico. Caracteriza-se pela chamada posse de estado de filho: alguém que trata a criança como filho, é reconhecido socialmente como pai ou mãe, e assume as responsabilidades desse papel de forma estável e duradoura.

É preciso entrar na Justiça para reconhecer a socioafetividade?

Nem sempre. Desde o Provimento 63/2017 do CNJ, o reconhecimento socioafetivo pode ser feito diretamente no cartório de registro civil em diversas hipóteses, com a documentação adequada e o consentimento de quem a norma exige — incluindo o do próprio filho, a partir de determinada idade.

Situações mais complexas, ou que envolvam divergência, seguem pela via judicial.

O pai biológico perde direitos quando há reconhecimento socioafetivo?

Não é isso que a multiparentalidade faz. O STF firmou justamente o contrário: o vínculo socioafetivo não exclui o biológico. Ambos coexistem, e ambos geram deveres — inclusive de sustento — e direitos, como os sucessórios.

Padrasto ou madrasta pode reconhecer o enteado como filho?

Pode, quando existe um vínculo socioafetivo real e consolidado — não basta o casamento com a mãe ou o pai da criança. O que se avalia é a convivência, o cuidado e o exercício efetivo do papel parental ao longo do tempo.

O reconhecimento socioafetivo pode ser desfeito depois?

O reconhecimento é, em regra, irrevogável — não é um vínculo que se desfaz por arrependimento ou por fim do relacionamento com o outro genitor. Exatamente por isso, é uma decisão que merece orientação cuidadosa antes de ser formalizada.

Quanto custa o reconhecimento socioafetivo ou a multiparentalidade?

Por normas da OAB, não divulgo tabelas de honorários publicamente. O valor envolve:

  • Honorários advocatícios, proporcionais à complexidade do caso
  • Emolumentos de cartório, quando a via é extrajudicial
  • Custas processuais, quando o caminho é judicial

Após uma conversa inicial, apresento uma proposta de honorários detalhada e personalizada, sem compromisso.

Quanto tempo demora o reconhecimento?

Pela via extrajudicial, com documentação completa e os consentimentos necessários, costuma ser resolvido em poucas semanas. Pela via judicial, o prazo depende da Vara e da eventual necessidade de estudo psicossocial para comprovar o vínculo.

Não encontrou sua dúvida?

Cada caso tem suas particularidades. Me conte o seu — respondo pessoalmente.

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Primeiro passo

Pronto para o registro refletir a sua família real?

A primeira conversa é confidencial e sem compromisso. Conte a história dessa família — eu escuto, esclareço dúvidas e indico o caminho mais adequado.

Respondo em até 2h em dias úteis e 4h aos fins de semana — no seu fuso horário.

Prefere escrever? [email protected]